Legado do Norte

A Exploração Continua
Onde o gnomo corre uma maratona.

A sala onde estavam servia de quartel para os antigos habitantes da caverna. Várias camas estavam espalhadas pela sala em posição organizada e uma grande mesa encostava em uma parede. Além da porta que o grupo entrou havia outra porta que abria caminho para outro corredor. Era mais um labirinto de corredores que parecia inabitado, porém em um deles era possível ver três estirges grudados no teto.

Com um ataque surpresa eles conseguem eliminar dois, porém o terceiro é mais rápido e finca seu bico na carne do Folkor. As tentativas de matar a criatura são falhas. O gnomo então segura na criatura e arranca ela do seu peito. Ele consegue agarrar a criatura e não deixar com que ela fuja. Torian se aproveita e com cajado elimina o pequeno estirge, mas no teto algo se movia em direção a eles.

Uma gosma gigante e ocre se movia pelo teto e estava pronta para cair em cima dos aventureiros. Ahrah Naïlo com sua rapidez consegue se distanciar da geleia, mas passa perto o suficiente para sentir o cheiro acre que emanava.

Para tentar escapar do alcance da criatura Torian, invocando sua magia sobrenatural, faz eletricidade se concentrar em sua mão e toca na gosma. Aproveita a distração e corre corredor adentro esperando que o choque faça com que a criatura não consiga ataca-lo. Porém o efeito é inesperado. A gosma se divide em duas menores com o dano que levou e as duas gosmas projetam seus tentáculos para cima do bruxo e o golpeiam. O ácido corrói as vestes do do bruxo e as queimaduras de ácido lhe causam dor.

Agora com dois inimigos e separado dos seus aliados, Folkor dispara corredor adentro na esperança de que encontre um caminho que o leve de volta a seu grupo e não encontre mais inimigos. Uma das gosmas menores corre em seu encalço sempre diminuindo a distância entre os dois. A cada curva do corredor o gnomo se distanciava mais da gosma. Quando achava que já estava livre e iria encontrar seus aliados, a segunda gosma aparece em uma bifurcação dos corredores e parte para cima do mago. O que mais assustou o mago foi que de uma outra passagem do corredor saíram mais carniçais com as mandíbulas estalando em sua direção, famintos.Pelo menos seus aliados estavam próximos.

Desviando dos tentáculos das duas geleias ocres e se protegendo das mordidas dos carniçais Folkor avança corredor adentro já com os músculos doendo até chegar perto de seus amigos. Torian já estava gravemente ferido mas não poderia abandonar seu amigo. Ele corre passagem a dentro na direção do som dos passos. Quando vê a geleia que ainda estava sendo afetada pela sua maldição ele dispara sua rajada sobrenatural. O golpe atinge a gosma e espalha partes dela por todo o corredor. Um inimigo a menos. Pensando em encurralar os inimigos na porta da sala onde descansaram, o bruxo corre para a sala e chama seus amigos. Folkor o segue e tenta barricar a porta com seu peso.

Ahrah sem caminho livre para porta por onde o resto do grupo entrou resolve dar a volta na sala e entrar pela segunda porta enquanto é seguido pelos dois carniçais. Ele consegue alcançar a entrada com os mortos ao seu encalço.

As duas portas da sala agora estão barradas. Mais carniçais vem do corredor sendo atraídos pelos barulhos de batalha. Enquanto Ahrah Naïlo se defende de dois mortos em uma porta, Folkor e Torian se preocupam com os outros inimigos.

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Minas Perdidas de Phandelver
Onde um aventureiro cai

O bater das ondas longe do mar

26 de Eleint de 1488 CV

A volta a Phandalin foi tranquila. O clima na cidade estava visivelmente mais alegre. As pessoas motivadas trabalhavam em seus afazeres tranquilas agora sem os importunos Marcados-em-Vermelho.

A Companhia Aventuresca foi direto para o salão comunal de Phandalin com Gundren Rockseeker. Precisavam encontrar Sildar Hallwinter e traçar os planos. A companhia também precisava contar sobre o problema com Venomfang. Eles resolveram chamar também Daran, visto que este era um membro da Ordem da Manopla e podia ser de grande ajuda.

Contaram que haviam resgatado Gundren do castelo Cragmaw e matado o líder dos goblins. Contaram que chegaram até o castelo com a ajuda de Reidoth, um druida de Thundertree. E contaram também que em Thundertree tiveram um problema com um dragão.
Venomfang sabia da existência da Caverna Eco das Ondas e queria fazer desta seu novo covil. Caso os aventureiros não lhes dessem a localização da caverna e todos os itens magicos adquiridos ele iria destruir Phandalin.

A estratégia então era se armar e preparar a cidade. Sildar tentaria auxilio com a Aliança dos Lordes bem como Daran tentaria a ajuda da Ordem da Manopla. Durante a conversa Torian mentalmente pergunta a Daran se ele acha que os Zentharin ajudariam ali. Sem resposta o bruxo se mantém em silêncio, pensando em explicar mais tarde.

Após os preparativos a Companhia Aventuresca parte para a Caverna Eco das Ondas, porém no meio do primeiro dia uma sombra passa por suas cabeças.

Vídeo

A entrada da caverna era escura com poucas plantas por perto. Haviam vigas de madeira escorando as paredes empeiradas e mofadas do lugar. Uma leve corrente de ar vinha lá de dentro e junto com ela um característico e leve som de bater de água nas pedras.

Os aventureiros entraram cautelosos, sem projetar nenhuma luz, utilizando apenas suas habilidades naturais de enxergar no escuro. Já na primeira entrância da caverna eles encontram um pequeno acampamento com três colchonetes e mais alguns suprimentos. Próximo ao acampamento abandonado eles encontram o corpo de um anão morto a pouco tempo. Depois de uma pequena investigação eles identificam o anão tendo sido assassinado a golpes de espadas. Anthror acaba reconhecendo os traços de Gundren no anão o que indica que este seja um de seus irmãos.

Do lado oposto do acampamento, ainda dentro deste cômodo na caverna, eles encontram um fosso com seis metros de profundidade. Amarrado em uma estalagmite próxima a descida existe uma corda que leva até o fundo. O fosso é escuro. Anthror toma a frente, joga uma tocha aceza no fundo do buraco para identificar algo e quando não vê perigo começa a descer.

Depois que todos estavam na base da corda eles avistaram duas passagens. Uma levando para a esquerda e outra para a direita. Ahrah utiliza seus conhecimentos e examinando o local identifica que a passagem da esquerda foi mais utilizada. Eles decidem então ir pela direita.

A passagem leva a uma nova sala natural da caverna e nesta câmara são visíveis uma dúzia de esqueletos de orcs e anões que pereceram na batalha muitos anos antes.
Anthror se adianta aproximando cauteloso depois de ter sido alertado por Torian que os esqueletos poderiam se levantar. Porém o perigo ali era outro. Barulhos de pequenas asas são ouvidos quando e o clérigo é cercado por estirges que começam a atacá-lo fincando seus longos bicos em sua carne e lhe causando dor.

Já são quatro estirges presos no anão. Invocando seu poder divino, ele se cura e cria uma armadura divina para se defender. O bruxo envolve seu cajado com as raízes tenebrosas e tenta disparar um raio sobrenatural porém acaba errando.

O elfo se concentra e com seu arco dispara uma flecha acertando em cheio um dos inimigos que se alimentavam do sangue do anão. Porém acaba chamando atenção das criaturas e dois se fincam no corpo do elfo e começando a sugar seu sangue.

Vendo seus amigos sendo atacados e o bando de criaturas ainda voando em volta e tentando devorar todo o grupo, Torian se desculpa com o clérigo, lhe promete que tudo acabará logo. Ele se concentra e bate seu cajado no chão invocando um som alto de estilhaços. O a onda de choque é suficiente para eliminar todos os estirges porém Anthror cai junto. Com rapidez o bruxo derrama uma poção de cura na garganta do seu amigo, o que faz ele acordar.

Eles decidem retornar para o acampamento abandonado na entrada da caverna e lá se recuperarem por um tempo, antes de explorarem mais a caverna. Durante o descanso o bruxo fica atento enquanto o clérigo e o arqueiro cuidam de seus ferimentos e se recuperam. Depois de descansados retornam para a gruta onde foram atacados. A visão não é bonita. Esqueletos de orcs e anões indicam que houve ali uma batalha entre eles anos atrás. Eles não encontram nada mais no lugar. e continuam explorando a caverna.

Restos de uma batalha acontecida há gerações.

Vários tuneis vão em direções opostas. Alguns são entalhados enquanto os outros parecem ser passagens naturais. Eles decidem seguir por um dos tuneis não naturais e se deparam com uma porta. Tentam ouvir alguma coisa através dela e distinguem um som de mordidas e coisas sendo mastigadas. Parecem animais se alimentando. A decisão de ignorar esta porta é feita e eles continuam pelo corredor.

Uma curva do corredor a frente eles conseguem ver mais uma bifurcação. Anthror se aproxima e olha pela quina e acaba chamando a atenção de dois zumbis que estavam ali protegendo outra porta. Não são inimigos problemáticos e são eliminados facilmente.

Examinando esta nova porta eles não encontram nenhuma armadilha e não ouvem nada que lhes chame atenção. Entram e na sala conseguem ver apenas barris quebrados e nada mais. Eles percebem que aquela sala pode ser um bom lugar para se defenderem ou descansarem caso precisem.

Ahrah vai então sozinho já que consegue ser mais discreto que o grupo e encontra uma sala ampla com vários corpos no local. Dentre os corpos é possível distinguir orcs, anões ogros e gnomos. Novamente resquícios da batalha que aconteceu ali há 500 anos. Ele retorna então para o grupo e juntos decidem limpar a sala na qual haviam ouvido sons de animais comendo.

Chegando na porta Ahrah não perde tempo e dá um chute na porta deixando visível várias camas e alguns corpos. Três dos corpos estão em pé se alimentando de restos. Se aproveitando da surpresa o elfo dispara uma flecha certeira que finca no pescoço do carniçal atravessando sua traqueia, não dando tempo para a criatura sequer ver de onde ela veio. Com um segundo ataque, a flecha crava no peito do segundo carniçal que resmunga de dor. Torian toma a frente e dispara seu raio sobrenatural que bate no rosto da criatura deslocando sua mandíbula e fazendo o corpo cair ao chão desta vez inanimado.

O ultimo carniçal corre em direção aos aventureiros e consegue cobrir toda a distância ficando corpo a porto com todos. Ahrah se desespera e tenta dar uma flechada na criatura, porém erra devido a proximidade do inimigo mas era apenas um e Torian e Anthror conseguem finalizá-lo com facilidade.

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O Castelo Boca Escarpada - Parte 2
Onde um monstro escapa e outro morre.

Morte no templo

Anthror estava preso. O monstro o envolvia com seus tentáculos enquanto o bico estalava perto de seu rosto, já quase arrancando um pedaço do anão.
Folkor Shadowless não teve muito tempo para pensar, olhou para o monstro e invocou seus misseis mágicos que acertaram a criatura em cheio. O monstro grunhiu de dor e ficou mais exposto. Ahrah Naïlo não tinha muito espaço para trabalhar porém sabia onde atingir para causar mais estrago. Uma flecha certeira atravessou o corpo do verme gigante, que apenas soltou mais um som enquanto seus músculos relaxavam e libertavam o anão.

Os problemas não terminavam por aí. Dois goblins invadiram a sala e Anthror percebeu um terceiro saindo de trás de uma cortina. Torian dispara para cima deste ultimo, recebendo um corte nas costas de um goblin que estava ao lado de Folkor mas não se deixa abalar e utilizando seu cajado desfere um golpe mortal no inimigo recém saído do esconderijo. Folkor aproveita a distração de seu oponente e o elimina com um míssil de fogo, e para e acabar com a ameaça da sala Arah dispara mais uma flecha fazendo com que o goblin no lado oposto não consiga respirar mais uma vez.

Com a sala vazia e aparentemente fora de perigo a Companhia Aventuresca resolve se preparar e se curar. Porém lhes falta tempo e eles continuam adentrando o castelo.

Batalha evitada

Explorando o resto do castelo eles encontraram corredores apertados e várias áreas de desmoronamento. O castelo era frio e o cheiro característico dos goblinóides agora se misturava ao cheiro recente de sangue derramado.
Avançando um um corredor se depararam com uma porta a frente e duas cortinas nas paredes dos lados direito e esquerdo. Explorando a entrada atrás da cortina do lado esquerdo encontraram uma sala grande com mantimentos e escondida na parece mais distante Anthror encontra uma parede falsa que leva até o exterior do castelo. Voltando para o corredor se depararam com dois hobgoblins. Qualquer subterfúgio já não funciona mais e uma batalha se inicia.Um dos inimigos consegue fugir pela porta que entraram porém o segundo é rapidamente finalizado com golpes de todos aventureiros.

Na passagem a direita coberta por outra cortina eles encontram um corredor que levava até uma porta trancada, e outra porta que saia na cozinha, agora um horrendo cemitério de goblins. Restava apenas a porta pela qual o hobgoblin fugiu.

Examinando a porta cauteloso eles se aproximam. O clérigo toma então a iniciativa e abre a porta. A visão não é das melhores. Um braseiro estava no centro da sala brilhando. Quatro camas de palha estavam na parede leste. Ao norte uma cortina pendia ocultando uma passagem. Ao sul um muro caído e uma porta de madeira com barras pode ser vista. Na frente desta porta aberta estava a cena aterrorizante. Um urso coruja saindo da sala avançava em direção ao hobgoblin que acabara de abrir a porta. Anthror dá um grito avisando do inimigo.

Folkor fica impaciente com as várias entradas de ondem podem vir inimigos e resolve se preparar para qualquer inimigo que venha pelas outras entradas. Ahrah retesa seu arco e mira na direção da porta em que sairia o urso-coruja. Torian age com rapidez e fecha a porta na esperança de que a enorme criatura não os veja e ao invés disso corra para cima do goblinóide.

Os sons vindo de trás da porta fechada indicam que o plano do bruxo funcionou. Ouvindo os passos e urros do monstro, parece que ele deu a volta pelo corredor, foi para a sala de cima e conseguiu fugir do castelo através da porta falsa encontrada pelos aventureiros antes. Resta agora examinar uma ultima sala fechada. E de atras dela a voz de um bugbear pode ser ouvida.

A porta se abre e é possivel ver um hobgoblin tentando se esconder atras dela. Um lobo se encontra na parede ao norte e o bugbear, líder do bando Cragmaw, esta posicionado da parede leste, a frente do corpo inconsciente e sangrando de Gundren Rockseeker.

Anthror toma a iniciativa e corre para dentro da sala. A distância até Gundren é curta e o clérigo invoca seus poderes divinos para curar o anão caído. porém agora ele esta cercado e levando golpes do lobo, do hobgobling e com o bugbear próximo. Folkor e Ahrah aproveitam a abertura para atacar. A flecha do elfo sai de seu arco mas não encontra o alvo, enquanto os misseis mágicos do mago acertam o hobgoblin lhe causando dor.

Uma porta próxima próxima se abre e de dentro dela vem uma elfa negra, que começa a golpear o clérigo. O sangue já escorre da boca de Anthror, sua visão já escureça. O cansaço já é visível. Com rapidez, ele alcança seu cinto e consegue pegar uma poção. Rapidamente ele vira o conteúdo do frasco em sua garganta, o que faz com que alguns de seus ferimentos se fechem.

A batalha continua intensa. Os as flechas de Ahrah não conseguem acertar. Os golpes de Torian são parados pelas armaduras dos inimigos. Apenas uma saraivada de misseis mágicos surte algum efeito contra o hobgoblin, porém as magias do mago estavam acabando.

Anthror consegue beber uma segunda poção em meio ao combate, justamente quando Torian desfere um golpe com seu cajado contra o hobgobling trazendo a morte ao inimigo.
E em um momento de inspiração, enquanto mais uma flecha de Ahrah erra o alvo e Folkor acerta uma míssil de fogo, Torian gira seu cajado e acerta a nuca do bugbear. É um golpe preciso que bate com força fazedo um barulho de ossos quebrando e deixando o líder dos Cragmaw morto.

O inimigo morto trás uma onda de animo para a Companhia Aventuresca. Folkor utiliza mais uma magia para disparar rajadas flamejantes que acertam o lobo que estava com os dentes fincados na perna de Anthror. O lobo recua um pouco, com os pelos ainda chamuscando e abre espaço para que o clérigo lhe transpasse a espada pela garganta.

Agora restava apenas a elfa negra que golpeava o clérigo. Ahrah desiste de tentar utilizar seu arco e parte para cima da drow com suas espadas. A elfa negra corre na direção do braseiro e joga no fogo um pergaminho. Torian porém é mais rapido e consegue salvar o pergaminho do fogo.

Na tentativa de fazê-la se render, Anthror grita mas obtém apenas como resposta as mesmas palavras, proferidas da boca da elfa negra mas na voz do anão.

Ahrah não se importa em fazer reféns, menos ainda um elfo negro, e abre dois cortes no corpo da elfa, que utiliza sua agilidade para fugir da sala, desviando dos golpes do bruxo e do clérigo.

Vendo que a elfa negra iria escapar, Folkor agora utiliza sua ultima magia desferindo rajadas flamejantes na criatura, que cai no chão enquanto sua carne queima. Depois que ela morre, a forma da elfa fica turva e se transforma em uma criatura sem feições faciais que eles conseguem identificar como sendo um doppelganger.

Finalmente Gundrem foi resgatado e estava a salvo, assim como o mapa que indica o caminho para a Caverna Eco das Ondas, que Torian resgatou do braseiro.

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O Castelo Boca Escarpada - Parte 1
Onde os aventureiros caem em uma armadilha.

Infestação de goblins

25 de Eleint de 1488 CV

Com ajuda de Reidoth a Companhia Aventuresca descobriu a localização aproximada do Castelo Boca Escarpada. A localização exata do castelo não foi difícil de achar. A trilha estava fresca com rastros de humanoides entrando e saindo, sem contar o cheiro familiar de goblins e a sujeira que as craituras deixam pelo caminho. Como chegaram na madrugada após dois dias viajando pela Floresta Neverwinter, resolveram acampar próximos do Castelo.

Link do vídeo

O castelo de paredes altas de pedra esculpidas e frias, com sete torres em estado deplorável, estava à frente. Sua entrada era uma grande porta dupla de madeira e duas torres altas de cada lado da porta porém com o telhado já desabado em partes, nas paredes é possivel ver seteiras por toda a extensão.

O plano era entrar com cautela examinando ao redor. Porém, ao olha por uma das seteiras, uma flecha vem em direção a Anthror Trotsk. Gritos de goblins indicavam que já haviam sido detectados. Sem o fator surpresa, lançaram-se castelo adentro para enfrentar seus algozes.

A batalha foi difícil e longa devido a quantidade de inimigos. Goblins saiam de várias portas e passagens do castelo e eles estavam aliados com Hobgoblins.

O templo amaldiçoado

Tendo silenciado os inimigos que os cercaram, ainda indo atrás dos que fugiram, entraram em uma sala escura. Seus olhos, acostumados a enxergar em ambientes sem luz, conseguiam divisar esculturas dedicadas a deuses que não eram dos goblins: Mystra, Tymora e Lathander. A origem do castelo começava a se revelar, poderia ser um castelo do antigo reino de Phalorm.

Enquanto examinava o braseiro apagado no centro da sala, Anthror não percebe um tentáculo se enrolando em sua cintura. Só se dá conta do fato quando é levantado alguns centímetros do chão, e um bico semelhante ao de papagaio o morde no ombro.

Um grick estava escondido nas vigas do teto e agora se prepara para devorar o anão.

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Venomfang
Onde um desenho e um acordo são feitos

Um dragão de casa nova

23 de Eleint de 1488 CV

Alguns momentos no futuro

Ao ver a sombra daquela terrível criatura voando, indo embora de Thundertree, Torian não pode deixar de pensar o quão mortal e majestosa ela era, e que teriam uma semana para se preparar para a inevitável morte.

Anteriormente

Horas antes, os quatro companheiros, Anthror, Ahrah, Folkor e Torian estavam caminhando pela estrada tortuosa que subia em direção a torre no alto de uma elevação que dava visão para boa parte da cidade. A névoa dá manhã já não era densa e eles estavam na cidade haviam 3 dias. Então sabiam bem o caminho.

Ainda na estrada, já perto da torre, eles encontraram os corpos de duas aranhas gigantes parecidas com aqueles que eles mesmo haviam matado perto dali. Os corpos estavam dilacerados e já decompostos. O dragão havia se alimentado.

No caminho eles haviam discutido e decidido que subterfúgio ali não era uma opção. Encarariam o dragão sem artimanhas e conversando iriam tentar fazer com que ele fosse embora de Thundertree.

Parte 1

Parte 2

A conversa foi longa, Torian tomou a frente nas negociações e descobriu que o dragão estava ali pois havia perdido território de caça para um dragão mais antigo que vivia na floresta de Neverwinter. Segurar a atenção do dragão e não perder a vida eram coisas difíceis mas Torian conseguia fazer. Porém por quanto tempo? Os tributos oferecidos, os 3 diamantes e o par de brincos de rubis seriam suficientes para segurar a ganância e astúcia do dragão?

Anthror Trotsk chegou a ver entre as moedas que compunham o tesouro do dragão um machado. Não conseguiu ver se era de fabricação anã, havia pouco espaço entre ele, Torian, Venomfang e o tesouro para conseguir divisar bem que tipo de machado era. Ele se lembraria disso, entretanto, machados eram o símbolo de Clangeddin Silverbeard, seu deus.

Saíram dali com um acordo com o dragão: em uma dezena deveriam encontrar para ele outro lugar onde morar. O dragão ficou interessado na história da Caverna Eco das Ondas, não demonstrando interesse no Castelo Boca Escarpada.

Indo para o Castelo Boca Escarpada

A Companhia Aventuresca retonou a Reidoth com o que tinham conseguido com o dragão. O druida, furioso, disse que teriam que lidar com o problema que haviam criado. Entretanto, sabendo da necessidade de se apressarem para encontrar a Caverna Eco das Ondas, Reidoth indicou-lhes o caminho para o Castelo.

Partiram imediatamente, apressados e guiados pelo ranger Ahrah Naïlo pela Floresta Neverwinter até encontrar o castelo.

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Uma cidade morta
Onde a cidade é vasculhada

Diálogos com dragões

23 de Eleint de 1488

O cheiro de sangue ainda estava forte no ar e os cadáveres ainda estavam jogados aos pés de Grant Sundown, um jovem e novato membro do Culto do Dragão, vindo de Luskan. Como o rapaz foi seduzido pelos cultistas? Não seria difícil imaginar que o prospecto de ser um mago sob a Irmandade Arcana de Luskan ou servir a um dos Capitães Piratas não é do agrado de todos, mas pelo menos é algo melhor que morrer nas garras de um Gato dos Rochedos ou mendigar nas ruas. Poderia ser o futuro de Grant, até que aquele acidente o colocou no caminho do Culto do Dragão.

Ele não esperava que a primeira vez que visse um dragão terminaria deste jeito. Seu grupo acabara de voltar do covil do dragão verde que assolava a região de Thundertree e encontraram invasores em seu acampamento. Eles tentaram argumentar e apenas prender os invasores porém todo seus colegas haviam morrido em batalha e agora seus oponentes cercavam um jovem Grant preso, jogado ao chão e já com medo.

Link para o vídeo

Torian utiliza de suas habilidades magicas e sua pericia com as palavras para descobrir que o nome do jovem preso a sua frente, Grant Sundown. Um novato no Culto do dragão e provavelmente iniciado a pouco tempo. Ele não tinha muitas informações mas descobriram que o Culto do Dragão estava presente na área para tentar recrutar o Dragão de Thundertree porém ainda não haviam sido bem sucedidos. Depois deste “diálogo amigável” a Companhia Aventuresca deixou Grant ir embora aconselhando ele a voltar para casa e escolher uma vida melhor, não sem antes ouvir de Grant que algo grande esta por vir".

A Companhia Aventuresca vasculha os corpos dos cultistas mortos e não consegue nada mais de útil, apenas quinquilharias e objetos de valor sentimental para seus falecidos proprietários. Eles resolvem então terminar de vasculhar a casa que servia de acampamento para o Culto do Dragão e não encontram nada. Eles resolvem então pegar a comida que ainda restava no caldeirão sobre a fogueira e levar para a casa de Reidoth e lá resolveram recuperar suas forças durante a tarde.

Nem uma viva alma…

A noite o grupo resolve terminar de explorar o lado leste da cidade partindo da antiga casa da Mirna e seguindo para o norte. Na parte mais nordeste da cidade eles encontram uma praça, com a estátua de madeira de um homem segurando um escudo e uma lança, torta caindo para o lado. Folkor rapidamente o reconhece como Palien, um herói que lutou em várias batalhas contra monstros da Floresta Neverwinter na época da fundação de Thundertree. Anthror observou algo debaixo da estátua, um buraco escondido pelas cinzas de Hotenow. Quando enfiou sua mão para pegar o que viu brilhar ali, foi mordido por um rato que fugiu para o mato. E diziam que a curiosidade matou o gato, não que levaria mordida de rato.

Próximo a praça estava um antigo forte militar com as janelas tampadas com tábuas e as portas fechadas. Torian já cansado de ser emboscado resolveu circular a construção com cuidado, tentando observar o interior da casa pelas janelas. Foi uma sábia escolha pois da janela ele conseguiu distinguir quatro zumbis cobertos de cinzas vulcânicas. Mentalmente ele passa estas informações para seus companheiros e continua a circular a casa pois um cômodo ainda estava escondido.

Enquanto Torian procurava mais informações sobre os inimigos, Anthror se posicionou na porta da casa e começava a invocar suas forças divinas. Ahrah caminha em direção a primeira janela e já identifica seus alvos enquanto Folkor se posiciona atras de Anthror para qualquer eventualidade.

A distância o elfo disparava suas flechas enquanto o clérigo de Clangeddin repelia os mortos-vivos, Folkor queimava os corpos e as rajadas tenebrosas do bruxo finalizava os que ainda estavam de pé. Além dos corpos, no antigo quartel não havia mais nada.

A Companhia Aventuresca decidiu então ir para o outro lado da cidade deixando para explorar por último a torre na colina mais alta, onde Reidoth dizia estar morando o dragão.
Na área noroeste da cidade eles conseguiram avistar uma casa grande, com as portas fechadas e também com tábuas fechando a janela. Se aproximavam com cautela e graças a atenção redobrada conseguiram distinguir Galhos da Podridão armando uma emboscada.
Não foi uma batalha difícil porém o barulho fez com que os zumbis presos na taverna saíssem e se juntassem a batalha.
Enquanto Anthror e Torian se ocupava dos zumbis Ahrah se protegia como podia dos Galhos da Podridão e Folkor o ajudava.
Já acostumados a enfrentar estes monstros, a batalha não demorou muito e os aventureiros saíram sem muitos ferimentos. Estavam todos apreensivos pois agora restava apenas investigar a torre. Depois de uma noite de batalha, mais uma vez voltaram para a casa de Reidoth, desta vez procurando inimigos na mata já que os Galhos da Podridão estavam ativos na região. Encontraram quatro deles preparando uma emboscada, mas como estavam próximos uns aos outros, um sonoro “Kthoun!” foi a ultima coisa que ouviram.

Dormiram mal a madrugada e descansaram pouco até a manhã. A preocupação era evidente. O medo era grande. Porém a coragem era maior pois não fraquejaram ao caminhar pela estrada em direção a torre na região mais central da cidade.

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O Culto do Dragão
Onde os cultistas são encontrados

Cultistas do Dragão

23 de Eleint de 1488

Depois da batalha na antiga casa de Mirna os aventureiros estavam mais cansados porém alertas e por isso notaram movimento em uma rua próxima. Um grupo de homens utilizando mascaras de dragão e mantos longos, cortados de forma a parecer asas de um dragão, estava caminhando em formação. Um deles carregava um baú pesado. A Companhia Aventuresca não desejando mais encontros se escondeu enquanto eles passavam.

Não tendo sido avistados, o grupo segui então para a casa da qual os homens mascarados haviam saído e examinaram o local. As portas estava fechadas e não conseguiram ver nada pelas janelas. Eles então decidiram se dividir em dois grupos e cada um entrar por uma das duas portas da casa.

Anthror Trotsk e Ahrah Naïlo foram pela porta de trás e facilmente conseguiram arromba-la. Lá dentro identificaram um acampamento rudimentar, com uma fogueira já extinta, um pouco de comida na panela, o local onde aparentemente antes estava o baú pesado e alguns colchonetes improvisados.

Folkor Shadowless e Torian Gulor Danein ficaram na porta da frente porém a porta parecia ser mais forte que os dois. Já estavam em sua terceira tentativa de arrombar a porta quando Folkor decidiu se afastar e lançar um míssil de fogo na porta contudo olhando para trás ficou surpreso ao ver que estavam cercados. Isso estava se tornando uma péssima constante para o grupo de aventureiros.

O bruxo estava disfarçado como um dos cultistas e aproveitou sua aparência para tentar se safar. Mas a presença de Folkor ali atrapalhava tudo.

Ouvindo as vozes exaltadas vindo de fora da casa, Ahrah e Anthror saíram pela porta de trás apenas para dar de frente com outros três cultistas. Se deparando com inimigos em seu acampamento os cultistas se prepararam para batalha. Anthoror corre para bloquear a porta invocando suas proteções divinas. Um dos cultistas desfere um ataque que é desviado pelo escudo do anão. Ahrah identifica o cultista como seu alvo e dispara, sua flecha acertando a garganta do inimigo fazendo ele tombar. Vendo o amigo morto ao seus pés um cultista se desespera e foge aos prantos enquanto o líder do cultistas pede por calma e paz. Ele argumenta que mais mortes não são necessárias.

Do outro lado da casa os envolvidos ouvem um grito de morte enquanto Torian tenta argumentar. Vendo que a batalhe é iminente o bruxo invoca raízes que envolvem seu cajado, se posiciona entre os três inimigos fica preparado. O cultista mais próximo de Folkor, em um movimento rápido, agarra o gnomo e o aprisiona em seu braço. Vendo esta ação como ofensiva Torian conjura uma armadura gélida que o protege e mais uma vez pede para os cultistas se renderem.

O líder dos cultistas, mesmo sozinho continua o ataque contra Anthror errando seus ataques enquanto exalta que os bandidos que invadiram seu acampamento serão comida do dragão. O anão sai de sua posição defensiva e corta seu oponente com sua Garra deixando seu inimigo debilitado.

Ahrah, já achando que Anthror consegue se cuidar, corre em direção a janela da casa. Sua leveza elfica e sua habilidade acrobática ele atravessa a janela caindo do lado de fora da casa fazendo um rolamento e preparando seu arco para os inimigos em volta de Torian e Folkor, agora em sua visão.

Um dos cultistas resolve testar as defesas e crava sua cimitarra nas costas do bruxo, apenas para receber uma onda congelante que o faz cair no chão com uma camada de gelo sobre o cadáver. O cultista segurando Folkor finca uma adaga no estômago do gnomo, e Torian vendo o sangue do amigo escorrer bate o cajado na cabeça do cultista.
Folkor aproveita a oportunidade para escapar dos braços do inimigo e se prepara para o combate.

Anthror, agora sozinho contra o líder dos cultistas, se defende dos golpes e aproveita um deslize na defesa do inimigo para transpassar sua espada no oponente. Um golpe formidável e letal. Torian mais uma vez desfere um golpe com seu cajado finalizando o inimigo perto de Folkor. Ele se vira para o ultimo oponente e o aconselha a se render. O cultista larga sua arma e fica a mercê da Companhia Aventuresca.

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Vasculhando Thundertree
Onde a herança de Mirna é encontrada

Os habitantes de Thundertree

23 de Eleint de 1488

Os aventureiros voltaram para casa de Reidoth para se recompor após a emboscada. Agora já tendo uma melhor ideia do que enfrentariam estavam melhor preparados. Descansaram por poucas horas e voltaram a se aventurar pela cidade.

Voltando para o local da emboscada eles encontraram o corpo de um elfo já ressecado pelo tempo. Examinaram o corpo e pegaram seus pertences e então resolveram cobrir o corpo com pedras em um lugar ao ar livre, já que não tinham tempo para enterrá-lo. Não que Ahrah Naïlo tenha ficado muito satisfeito com isso, mas precisavam lidar com os fatos: estar despreparado para qualquer eventualidade poderia levá-los à morte, não poderiam se dar o luxo de deixar o que quer que fosse com alguém que já passou.

Uma casa próxima estava mais intacta e tinha uma placa em cima da porta que demonstrava que aquela foi a casa do ferreiro da cidade. Torian se aproxima da porta e cautelosamente abre uma fresta sentindo o cheiro da podridão. Dois zumbis cobertos de cinzas ali caminhavam em círculos sem rumo. O bruxo questiona seus amigos se já tinham encontrado algo parecido mas eles negam.

Torian então abre a porta cautelosamente e abre caminho para o disparo de Ahrah. A flecha corta o ar e acerta o morto-vivo fazendo subir uma nuvem de fuligem e cinzas que cobriam a criatura. Uma segunda flecha é disparada pelo elfo acertando mais uma vez o zumbi, que se mantém em pé.

O grupo se assusta pois esses zumbis não parecem como os outros que tinham enfrentados. São mais fortes. Folkor então modela as forças da magia para invocar uma esfera flutuante de fogo dentro da casa do ferreiro que aos poucos vai queimando tudo.

Anthror dispara para dentro da casa e prepara para se defender dos mortos-vivos contudo fica próximo demais da esfera flamejante e acaba se queimando levemente.

O calor é intenso, as paredes da casa já chamuscadas começam a estalar, o cheiro de podridão é aliviado e substituído pelo cheiro de carne podre queimada. O zumbi com as duas flechas cravadas no peito não resiste as chamas e cai no chão, enquanto o segundo zumbi cerca o anão e o golpeia errando apenas por causa da magia de defesa do clérigo.

Ahrah vê uma oportunidade e atravessa a casa. Do outro canto, longe das chamas da magia de Folkor ele dispara mais uma flecha desta vez acertando a cabeça da criatura e a fazendo cair inanimada no chão.

Sem tempo para descansar ele sai da casa do ferreiro pela outra porta para outra rua da cidade, de frente para a casa de Mirna, a quem eles salvaram na mansão Tressendar e como recompensa ela lhes ofereceu sua herança que ainda estava em Thundertree.
Resolveram examinar a casa e encontraram um medalhão com uma pedra verde, escondido em uma caixa protegida entre as ruínas. Aquilo deveria valer um bom dinheiro.

Sua busca foi completa porém descuidada. Não perceberam enquanto os inimigos rodeavam a casa e ao sair estavam cercados. Galhos da podridão por todo lado.

Desta vez porém a Companhia Aventuresca estava mais preparada. Folkor, que ainda estava fora da casa lança seus misseis mágicos atingindo um galho fazendo restar apenas lascas. Anthror convoca seu machado espiritual que parte mais uma criatura ao meio. Torian, já com vontade de terminar tudo identifica a melhor área, e mesmo com Anthror e ele dentro do alcance da magia pronuncia sua palavra de poder “Kthoun!”.

O clérigo e o bruxo sofrem o efeito da magia porém o efeito é devastador nos Galhos da Podridão. Todos menos um acabam se desfazendo em lascas.

Vendo o ultimo inimigo de pé, Ahrah retesa seu arco e dispara. Ele estava abalado pelo tremor e sem equilíbrio acaba disparando uma flecha que acerta Torian em sua região traseira. O bruxo dispara um olhar de repreensão para o elfo que pode apenas de desculpar.

O que Folkor ouve de fora da casa é apenas um sonoro “AI” do bruxo. O mago corre, se posiciona na rua de frente para a porta da casa e com o Galho da podridão em seu campo de visão, e dispara um projétil de fogo que queima o inimigo até seu fim.

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Os Problemas de Thundertree
Onde os heróis são emboscados

Chegada a Thundertree

23 de Eleint de 1488

Após alguns dias de caminhada ao norte, chegaram a Thundertree. A vila madeireira construída às margens do rio Neverwinter, que desce pela floresta Neverwinter com o calor do Monte Hotenow estava coberta com as cinzas da explosão do vulcão. Abandonada, a vila foi tomada pela mata, a maioria das casas estava destruída por árvores e arbustos que cresciam onde antes havia civilização. Ao meio da vila podiam divisar uma colina com uma pequena torre. Ao norte, restos de um porto que levava madeira à cidade de Neverwinter.

A primeira casa que encontram na estrada parecia habitada e de fato estava. Nela encontraram o druida Reidoth, de quem a irmã Garaele os avisara que teria informações importantes. A principio druida foi hostil com os aventureiros porém após descobrir que eles foram enviados pela elfa, ele os recebe em casa e conta seus problemas.

Reidoth mora em Thundertree há um bom tempo, cuidando para que os zumbis das cinzas não incomodem as pessoas ao redor. Porém, um dragão da floresta Neverwinter passou a viver em na colina perto do centro da vila e sua presença estava afetando o local. Galhos da podridão passaram a infestar as ruínas de Thundertree e um grupo secreto estava fazendo sua base em uma das casas menos atingidas pela tragédia. Em troca da informação da Caverna Eco das Ondas e do Castelo Boca Escarpada, o druida pediu que afastassem essas ameaças do local.

Quebraram o jejum com Reidoth e saíram para explorar mais as ruínas.

As ruas de Thundertree

A cidade estava toda tomada pela mata, com algumas ruinas sobressaindo. A rua para o centro da cidade seguia por alguns metros e depois se bifurcava. O grupo resolveu seguir para a direita mas logo parou quando avistaram o centro da rua coberto de teias de aranhas. As teias estava em frente as ruinas de uma casa e por isso eles resolveram passar por trás da casa. Foi ali que seus problemas começaram.

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Torian tomava a frente quando foi emboscado por três criaturas pequenas que pareciam ser feitas de galhos de árvore. Arah percebendo o perigo do aliado faz o caminho mais longo até avistar Torian e dispara uma flecha em direção ao galho. A flecha corta o ar e acerta o inimigo transformando a criatura em lascas no chão.

Assustado com os inimigos que o cercavam o bruxo utiliza suas forças para conjurar uma armadura gelada que envolve seu corpo e se afasta das criaturas. Dando as costas para as criaturas, tentando se afastar, Torian baixa a guarda permitindo que as criaturas o ataquem porém sua armadura gelada acaba por congelar os galhos da podridão.

Folkor, agora um pouco mais relaxado não vendo mais inimigos, avança até encontrar Torian e utilizando seu Cajado da Defesa invoca uma armadura mágica no aliado. É quando o arbusto no qual Ahrah Naïlo se espanta pois o arbusto no qual ele havia se apoiado para atirar sua flecha se move e tentam fincar suas garras no elfo mas não conseguem. Dois outros galhos da podridão também surgem perto do elfo um deles correndo na direção de Torian. Anthror Trotsk toma iniciativa e corre ver como Ahrah estava. Vendo o companheiro bem ele desembainha sua espada e finaliza o galho próximo ao bruxo.

Folkor mais afastado da batalhe se preparava para soltar uma de suas magias quando se sente preso por teias olhando para cima percebe uma enorme aranha já com suas quelíceras se fincando em sua carne. Torian então invoca raízes que envolvem seu cajado e corre para acertar a aranha e tirar sua atenção de Folkor, porém erra o ataque.

Anthror escuta um som próximo e avista uma aranha no topo da casa próxima a ele. A aranha lança suas teias que envolvem o anão o deixando preso. Ahrah continua sua luta contra os galhos da podridão próximos a ele e se defende dos golpes. O anão mesmo preso consegue invocar um machado espiritual e consegue eliminar mais um galho da podridão que atacava o elfo, porém mais um galho da podridão sai das moitas e parte para cima do anão. Ahrah começa sua investida contra a aranha no topo da casa e dispara uma flecha acertando seu abdômen.

A aranha em cima de Folkor finca suas presas em sua carne mais uma vez e o gnomo sente as seu corpo fraquejar. Torian analisa então a situação: Folkor quase morto ao seu lado e com uma aranha gigante em cima, Anthoror já livre das teias que o envolviam porém com uma aranha pronta para atacá-lo e Ahrah cercado por três galhos da podridão. O bruxo ouve um pequeno sussurro dentro de sua cabeça o incentivando a utilizar sua nova magia. Ele olha na direção dos galhos da podridão e dá um grito: “Kthoun”, porém o som não sei de sua boca, e sim de perto de onde estavam os galhos e o anão. A pequena área é abalada pela onda de choque que destrói os galhos da podridão e afetam até mesmo Anthoror. Folkor utilizando a distração deita pelo barulho reúne suas forças e consegue romper as teias que o prendiam, rapidamente pega uma poção de cura de seus pertences e bebe, sentindo o veneno sair de seu corpo e algumas feridas de fecharem.

O chão mais uma vez treme ao lado de Anthoror quando a aranha gigante pula da construção e cai ao seu lado, imediatamente fincando as presas em seu ombro mas o anão consegue resistir aos efeitos do veneno. Ele então ataca com Garra cortando a carapaça da criatura, e imediatamente chama seu machado espiritual que afunda na cara da aranha, fazendo ela se contorcer e suas patas se contraírem enquanto ela solta um horrível chiado.

Com apenas um inimigo sobrando Ahrah avança em direção a aranha que mais uma vez está prestes a matar Folkor e dispara uma flecha, acertando a pata do aracnídeo. Torian tenta mais uma vez uma medida desesperada, ele foge da aranha sabendo que ela irá atacá-lo e assim irá sofrer com sua armadura de gelo, e é o que acontece, porém o golpe da aranha foi mais forte do que ele esperava e o bruxo é lançado ao chão. Ainda caído ele segura seu cajado e invoca suas forças sombrias disparando sua fumaça serpenteante que acerta a criatura em cheio fazendo com que ela caia. Torian relaxa ao ver as patas da aranha se contorcendo e ouvir o chiado de agonia que ela faz.

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Uma conversa amigavel

Retornando para o Poço da Velha Coruja

18 de Eleint de 1488

Voltando pela trilha aberta com pesadas passadas do grupo de orcs até o poço da velha coruja, a Companhia Aventuresca conversava sobre os acontecidos até o momento. Indagavam o envolvimento dos Zhentarim, quem seria o “Aranha Negra”, quem estaria unindo goblins da Boca Escarpada, hobgoblins e orcs.

Ao chegarem perto do poço os zumbis de Hamun Kost começaram a se deslocar em direção a eles. Hamun, o mago de vestes vermelhas e com a testa tatuada, sai de sua tenda e vem falar com os aventureiros.

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Torian tem uma ideia e utilizando seus poderes telepáticos avisa seus amigos para se prepararem caso algo dê errado. Ele então dá um paço a frente e avisa que as informações de Hamun estavam imprecisas. Haviam mais do que alguns orcs. Ele tenta receber uma recompensa maior porém é negado.

O bruxo então demonstra seu plano: ele dá mais um passo afrente, agora alterando a sua imagem com tatuagens na testa parecidas com a de Hamun, e com um tom de voz autoritário diz ser um membro dos Magos Vermelhos de Thay. Explica que está ali para pegar um relatório da situação com Hamun e precisa de mais suprimentos. Hamun acredita na historia e conta que continua procurando mas ainda não encontrou nada. Explica que tem pouco a disposição mas que o grupo pode pegar o que precisar.

Vendo a situação precária de Hamun os aventureiros resolvem partir apenas com a recompensa inicial. Torian tenta pegar mais alguma informação com o Mago Vermelho porém não consegue nada vital.

Com o sol a pino a Companhia Aventuresca retorna a Conyberry para reencontrar seus amigos ali descansando e partem imediatamente em direção a Phandalin.

Retornando para Phandalin

21 de Eleint de 1488

Chegando na cidade é perceptível que os ânimos são diferentes. As pessoas agora estão mais animadas, andam de um lado para o outro apressadas com seus afazeres para recuperar sua vila porém felizes e falantes.

A primeira visita que fazem ao chegar a cidade é a Daren. Eles se encontram com o velho em seu pomar e contam sobre o pouco que descobriram a respeito de Hamun Cost, os mortos vivos no poço da velha coruja e os planos dos Magos Vermelhos de Thay. Darien convida então os aventureiros a ingressar na Ordem da Manopla e conta a eles sobre um forte da ordem situado na Costa da Espada, o Forte de Helm.

Quando adentraram o salão comunal da cidade encontraram Sildar e explicam que os orcs haviam sido eliminados. Eles tem uma breve conversa tentando elaborar um plano para tirar mais informações do antigo Cajado Vítreo. Torian sugere alterar sua imagem e fingir ser O Aranha Negra mas este plano é descartado. Eles saem então para falar com Garaele e informam que Agatha recebeu a escova de cabelo e com isso conseguiram a informação de que o grimório de Bowgentle foi entregue para o necromante Tsernoth em Iriaebor a um século atrás. Garaele então pede para os aventureiros seguirem para Thundertree e encontrar Reidoth, pois ele teria mais informações sobe as Cavernas Eco das Ondas.

O grupo então se divide na cidade para comprar suprimentos. Ahrah precisava comprar um novo arco pois o antigo foi danificado na batalha contra o ogro e Torian queria um novo cajado já que o seu se desfez com a força de sua magia. Após as compras eles se encontram na taverna para um merecido descanso e um jantar em homenagem a eles que a cidade estava dando, após o prefeito ter sido convencido pelo bruxo.

Como não queriam pagar pela bebida e hospedagem resolveram então fazer um segundo espetáculo na taverna contando a história do “Necromante Atrapalhado” e assim conseguiram moeda suficiente para beberem e relaxarem.

Na manhã seguinte partem em direção a Thundertree.

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