Legado do Norte

Prólogo do Trovão do Rei da Tempestade

Prólogo

Três anos se passaram desde que a Companhia Aventuresca adentrou os salões de Khundrukar e derrotou os orcs, duergares e o dragão Nightscale que lá viviam.

Nesse tempo, Anthror Trotsk se juntou aos anões sobreviventes da Chacina de Trotskard para reconstruir o local. Torian Gulor Danein o ajudou enquanto o anão permaneceu na Cidadela Stik como hóspede de Olga Stik, suas palavras se espalharam pelas Fronteiras Selvagens e pelas Terras Centrais do Ocidente, buscando anões que estavam insatisfeitos com a Guerra das Fronteiras Prateadas e tinham se entocado em seus salões de pedra. Conseguiram retomar Khundrukar dos tanarukks que lá agora habitavam, membros da Legião Flagelada. Sabia que era a presença de Petrukill Mephin que impedia aquele que os controlava de tomar a fortaleza anã. Splendarrmornn estava logo ao lado, nas mãos dos decendentes do Forte Portão do Inferno que destruiu Ammarindar. Esse era o novo objetivo de Anthror Trotsk.

Torian Gulor Danein, por sua vez, sabendo que já estava em um ponto avançado da sua vida, mesmo prolongada por ser um Meio-Elfo, resolveu estudar em um colégio bárdico de Silverymoon onde esperava encontrar respostas para as perguntas de Olga Stik: onde estava seu pai, Bran-Rhys Stik, que lá havia estudado e que desaparecera procurando como encontrar seu avô Roswald Hagarth Stik, desaparecido em sua torre impenetrável desde a Praga Mágica. Porém, o destino fez com que Torian se envolvesse em uma trama maior, algo ou alguém estava prejudicando sua pesquisa e assassinatos começaram a ocorrer em sua volta. Foi expulso da cidade.

Ahrah Naïlo e Folkor Shadowless permaneceram em Phandalin para aprimorarem seus conhecimentos e cuidarem da reconstrução da Mansão Tresendar. Faziam pequenas viagens pela região, enquanto Phandalin crescia com o retorno das operações da Mina Perdida de Phandelver nas mãos dos irmãos Rockseeker.

Em 19 de Ches de 1492 se reuniram novamente. Após trocarem presentes e histórias de suas aventuras sozinhos, Anthror Trotsk fez a proposta de retornarem para Khundrukar e ajudarem a expulsar a Legião Flagelada de Splendarrmornn. Quando iam partir, no dia 22 de Ches de 1492, Linene Greywind os abordou, pedindo que entregassem uma carta destinada a Alaestra Ulgar, do posto do Escudo do Leão de Triboar, A Parte do Leão. Aceitaram o pedido, já que era caminho para Khundrukar.

Triboar

A viagem até Triboar leva 7 dias, chegando na noite de 29 de Ches de 1492 pela Trilha Triboar. Seu primeiro destino é procurar uma taverna, ao que encontram a pocilga O Troll Falante. O local não parecia muito amigável: mal-cheiroso, pé direito baixo e relativamente imundo. O dono do local, Kaelen Sarssir, reconheceu a Companhia Aventuresca pela sua aparência. Mostrou-lhes a peça de teatro que fez baseada em sua defesa de Phandalin contra Venomfang. Perceberam ali na taverna algumas figuras, um homem de armadura e um clérigo de Helm, ambos bêbados e sem futuro na vida.

Kaeler lhes deu informações sobre Triboar. Falou da pousada Seis Janelas, onde não deveriam ficar (e onde o bêbado de armadura ficava), falou da Parte do Leão, onde queriam ir, e indicou-lhes a pousada Casa Escudo Norte. Foi lá que conheceram Urgala Meltimer, uma turami que parecia já ter se aventurado na vida. A dona do local, senhora de três mastins que estranharam Ahrah Naïlo a princípio, alugou-lhes os quartos por 5 peças de prata. Puderam descansar para enfim seguirem para a entrega a Alaestra.

Ataque a Triboar

Após descansarem no Escudo Norte, seguiram para a Parte do Leão. O mercado central em volta da Torre do Lorde Protetor estava cheio, pessoas fazendo compras, viajantes passando. Na filial da Escudo do Leão conheceram Alaestra e seu parceiro de negócios Narth Tezrin. A mulher lhes recompensou pela entrega, Anthror Trotsk protestou dizendo que não era nada, mas Alaestra insistiu " Linene Greywind deve gostar de vocês mesmo, ela pediu que lhes entregasse isto." e entregou-lhes uma bolsa.

Mas algo chamou sua atenção. Abafados pelas janelas verdes da loja, o grito de crianças e mulheres veio da rua. Quando Anthror Trotsk saiu para ver, a carroça em sua frente foi destroçada por uma pedra. Mal a poeira se levantava, outra pedra veio e atingiu a parede da casa próxima. Um homem gritava: “Corram! Gigantes!”.

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A Morte de Nightscale e o ataque da Legião Flagelada

27 de Nightal de 1488 CV, Sol Distante

Com a derrota dos duergares que voltaram após serem expulsos, a Companhia Aventuresca estava abatida. Anthror Trotsk estava caído e precisava se recuperar. Torian ergueu a cabana de Leomund e dormiram exaustos.

Escama Noturna

28 de Nightal de 1488 CV, Noite Profunda

Findo seu descanso, resolver descer para o piso inferior, onde Nimira disse haver um dragão. Folkor Shadowless foi o primeiro a descer, o mais leve primeiro para testar a segurança da escada de correntes enferrujadas.

O local era úmido. Apesar das pontes de construção anã, parecia ter sido mal tocado pelos anões de Khundrukar. Uma pequena vegetação de líquen e limo crescia por ali. Uma das pontes desabou quando o gnomo passou por ela, mas Folkor foi ligeiro e conseguiu se segurar. No entanto, o barulho das pedras da ponte caindo no rio denunciaria sua presença a qualquer um que ali estivesse.

Chegaram a uma caverna com uma formação de ilha no meio, repleta de tesouros. O familiar de Torian pescrutou o local. Usando apenas suas habilidades de enxergar no escuro, não conseguiam discernir se o dragão estava mergulhado ou escondido em algum lugar. Bruce, o familiar morcego de Torian, identificou um machado na ilha.

Preparam uma armadilha, caso o dragão surgisse: um barril de piche que seria arremessado na água e Folkor jogaria uma de suas magias flamejantes para acendê-lo sobre o dragão, fazendo com o que o piche grudasse em suas escamas e o fogo o consumisse mesmo na água.

Foi quando Torian e Folkor seguiram voando para a ilha pegar o tesouro que o dragão atacou, saindo da água. Com sua mordida e garras, dilacerou Torian. O bruxo perdeu a concentração na maia de voar e caiu na água. A flecha de Ahrah Naïlo atingiu a criatura antes que ela pudesse mergulhar de volta.

Torian foi novamente mordido pela criatura. Folkor, que preparava uma magia, foi vítima de seu salto, as garras do dragão transformaram o mago em uma mancha de sangue. O bruxo fora puxado pela correnteza, enquanto o gnomo se teleportava para uma das margens. O terror em seus olhos era enorme, a criatura era rápida e usava o ambiente ao seu favor, estava em completa vantagem.

As flechas de Ahrah chamaram a atenção do dragão que partiu para cima dele e de Anthror. O elfo estava ferido e cambaleava e as garras do dragão revelaram que o barril não era de piche, como os outros, mas sim de pólvora. Se o elfo tivesse acertado o barril, a explosão os teria levado. O anão conjurou os espíritos dos anões de Khundrukar para ajudá-los e usou suas chamas sagradas para calciná-lo. Porém, o sopro ácido da vil criatura acertou o anão e o elfo.

Torian e Folkor buscavam proteção entre as rochas da caverna para atacar à distância. Um novo sopro do dragão fez com que Ahrah sucumbisse. O anão, estóico, mantinha a posição enquanto curava o amigo, impedindo que sua alma partisse.

Foi quando Folkor conjurou seus meteoros instantâneos e pôs fim à ameaça do dragão. Nunca souberam o nome da criatura, Nightscale, mas teriam mais histórias para contar. Enquanto o elfo arrancava partes do dragão, Torian e Folkor recuperavam o tesouro perdido de Khundrukar na ilha.

Ataque da Legião Flagelada

28 de Nightal de 1488 CV, Amanhecer

Quando partiam das ruínas com os tesouros recuperados, Ahrah sentiu que estavam sob perigo: logo vieram as flechas e os gritos de guerra. Criaturas assemelhadas a orcs desciam da encosta das Cataratas Brilhantes. Em desvantagem, puseram-se a correr.

Eis que flechas explosivas lhes dão cobertura. O elfo conseguiu observar que à distância um arqueiro as disparava, um elfo caolho. Enquanto se arrastavam por uma passagem estreita nas montanhas, Anthror segurava o ataque das criaturas que se aproximavam. Um lobo com pelagem castanha e cinza saltou por eles, mirando a jugular do atacante. O anão percebeu que o lobo tinha olhos leitosos, provavelmente cego.

Com a cobertura, conseguiram fugir, já com os raios da manhã se abrindo sobre eles. Ahrah percebeu uma figura encapuzada sobre as Cataratas Brilhantes, um bruto de mais de 2 metros, segurando um enorme martelo. Ele se dirigiu para a montanha na margem oeste quando o ataque foi divergido pelo arqueiro. Ele seguiu na direção de Splendarrmornn.

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Explorando Ammarindar

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Stream domingo 20/05/2017 – 07:00 Horário de Brasilia (GMT -2)

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Os portões de Ammarindar
Onde portas são abertas
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Uma nova jornada
Onde partes do passado são encontrados

Prelúdio

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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Interlúdio
Onde cortinas são levantadas

Após a primeira parte de nossa história

Os irmãos Rockseeker já começavam os preparativos para retomarem a mineração nas Minas Perdidas de Phandelver. Com a ameaça do Aranha Negra eliminada, Sildar Hallwinter levou Cajado Vítreo para ser julgado e executado em Neverwinter. Os goblins. orcs e hobgoblins pareciam novamente afastados, mas todos sabiam que no Norte seria questão de tempo até voltarem.

Mas mesmo assim, as tensões em Phandalin não diminuíam. Harbin Wester não era mais visto como um prefeito forte para a vila, sua inaptidão em resolver o problema com os Marcados-em-Vermelho minou a confiança da população. As vozes na Estalagem Stonehill e na taverna O Gigante Adormecido pediam por Trilena Stonehill na próxima eleição. Outros clamavam por ter Sildar Hallwinter liderando a comunidade. Alguns ainda viam que o tino comercial do banqueiro Harbin ainda era necessário, tendo em vista que as notícias sobre a mina e os feitos da Companhia Aventuresca já viajavam para as grandes cidades da Costa da Espada. Phandalin estava para crescer e, tal qual entrar na puberdade, isso era assustador.

E a Companhia Aventuresca

Os ares estavam mudando na Costa da Espada, Faerûn não era mais a mesma em que haviam nascido. O silêncio dos deuses era perturbador para aqueles que dependiam de seus poderes, mas não mais recebiam seus conselhos. As vozes na cabeça de Torian sussurravam tentações, promessas de poder. Ele ainda não entendia porque havia sido escolhido pelo Conhecedor e estava aprendendo a dominar seus talentos. Ainda assim, suas preocupações eram seus novos aliados. Poderia confiar em uma ordem religiosa que tratava os estranhos como ele ao fogo? Passou um tempo em Neverwinter, onde buscou respostas para suas perguntas.

Folkor Shadowless sabia que ambos moldavam a Trama da Magia, embora cada um à sua maneira. Ele ficava receoso de como seu amigo meio-elfo lidava com aquele poder caótico, não era através das mesmas fórmulas repetidas e aperfeiçoadas, por vezes adaptadas. Azuth e Mystra os protegessem caso Torian perdesse o controle para a entidade que lhe dava poderes… Junto com o bruxo, passou um tempo em Neverwinter.

Ahrah Naïlo passou um tempo fora, sozinho, buscando a solidão que havia perdido ao seguir Torian. Ele ainda não sabia se o que sentia pelo meio-elfo era amizade ou pena por ele não pertencer a nenhum mundo. Nem humano, nem elfo, nunca satisfeito em nenhum lugar. Mesmo que o bruxo não se mostrasse assim, Ahrah não poderia deixar de ter esses pensamentos, ainda mais que sabia que por não ser um elfo, Torian não teria muito tempo ainda de vida. Enquanto descansavam da luta contra Venomfang e planejavam a ocupação da Mansão Tresendar, o elfo visitou o Lugar do Unicórnio, em busca de respostas de Lurue, a deusa unicórnio que servia Mielikki, mas encontrou o silêncio.

Já o anão Anthror Trotsk passou esses dias recluso nas masmorras da Mansão Tresendar, absorto em orações e com o mapa que havia refeito do pedaço que ele e Torian tinham com o que encontraram nos livros da Mina de Phandelver. Ele chegou a se questionar como o bruxo haveria de ter um pedaço do mapa dos anões, mas essa questão não era tão importante assim agora.

O chamado à aventura

As copas dos phandares de Phandalin já estavam desnudas, o outono terminava e o inverno se aproximava. Ahrah sabia que o tempo estava errado, desde A Grande Chuva de 1486 CV, desde que os Topos de Terra começaram a cair, desde que a Praga Mágica cessou e os marcados do Forte de Helm estavam milagrosamente curados… Todos sabiam que algo havia mudado, mas não o silêncio dos deuses.

Das cavernas da Mansão Tresendar emergiu o anão, com o olhar pesado e carregando uma tocha que crepitava com o vento do Norte. Por ventura estavam todos reunidos na Estalagem Stonehill quando Anthror saiu de sua reclusão. O anão pegou um caneco de cerveja com Toblen Stonehill, jogou uma Folha Azul no fogo da lareira, que passou a queimar com a luz azul. Sentou-se, fitou seus amigos e pôs-se a falar.

Coisas grandes estão por vir, minha meditação mostrou isso. Ainda não sei o quê, nem quando, mas não pretendo ficar aqui parado esperando isso acontecer. Eu preciso acordar meus deuses, se Clangeddin Silverbeard não me dá ouvidos com a morte de um dragão, vou lhe dar algo para abrir a boca: vamos abrir as portas secretas de Ammarindar!

Apenas quem estava ali àquela noite viu o sorriso que se abria em Torian, Ahrah e Folkor ao ouvir as palavras de Anthror. Aqueles dias de preparação, de espera, de contemplação haviam ficado chatos. Haveria tempo até as minas dos irmãos Rockseeker produzirem lucro, haveria tempo até poderem montar a base de operações da Companhia Aventuresca.

Até lá, a aventura os aguardava na estrada!

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A queda de Venomfang
Onde tudo termina... ou começa.

Fumaça ao longe

28 de Eleint de 1488 CV

A viagem de volta a Phandalon tomou todo o resto da madrugada. Quando avistaram ao longe uma torre de fumaça subindo já havia amanhecido. Então apertaram o passo e correram para a cidade.

Venomfang sobrevoava a cidade a cada poucos minutos derramando sua baforada de veneno. Ao chegar em no topo de uma colina próxima onde seria visto, Anthror Trotsk levantou Luminífera em suas mãos, e chamou o Dragão. Eles tinham o que haviam prometido. Ele deveria parar o ataque.

O dragão, no entanto, não cumpriu sua promessa. “vocês não são dignos de minha honra, vocês e todos os outros irão cair perante ao poder da deusa!” E assim levantou voo mais uma vez arrasando a carra na qual havia pousado.

Conversar não adiantaria. Deveriam atacar então e torcer para que os reforços chegasse, se é que haveriam reforços. As flechas de Ahrah Naïlo cortavam o céu certeiras. Hoo, a coruja familiar de Torian, tentava distrair o dragão arranhando seus olhos.Em um momento de vacilo Folkor Shadowless se posiciona entre seus amigos para atacar com rajadas flamejantes, o que dá ao dragão uma ótima opurtunidade para soltar uma baforada, envolvendo os tres. Fokor cai.

Enquanto voava Venomfang ainda se vangloriava e chamava reforços “Vocês não são nem de perto um desafio para mim! Venham meus lacaios e terminem com estes insetos!” E assim uma duzia de Galhos da Podridão sai das matas próximas e começa a avançar em direção a colina.

Anthror Trotsk avança para os galhos e enquanto eliminava um, conjura seu machado espiritual para se desfazer de outro. Torian vê varios galhos juntos e invoca o poder de seu patrono para eliminar um pequeno grupo de uma vez. Uma palavra e o som estilhaça o ar transformando cinco galhos da podridão em lascas. Ahrah dispara mais uma flecha contra o dragão que consegue desviar com facilidade. E Folkor aproveita para se distanciar e beber uma poção de cura.

Venomfang faz então uma curva no ar e se alinha com os aventureiros. Respira fundo para mais uma rajada do seu veneno mortal. Porém quando estava se aproximando duas duzias de flechas o acertam nas costas e nas asas. Ao longe Ahrah consegue ver vários humanos de armaduras avançando, alguns segurando arcos e outros segurando escudos com o emblema

Torian projeta seus pensamentos para a coruja e pelos olhos dela consegue ver o centro da cidade. Garaele,Sildar Hallwinter e Daran Edermath lutavam contra mais alguns galhos da podridão e acabaram de receber a ajuda de mais membros da

Com os ânimos renovados a sucessão de ataque a Venomfang continua. O dragão em certo momento pousa perto de Ahrah e lhe acerta um golpe com a calda. O elfo se aproveita então para sacar suas espadas e desferir golpes contra a enorme criatura. Folkor dispara mais magias contra o lagarto gigante liberando a raiva pelo veneno que havia engolido.

Anthror e mais alguns soldados eliminavam os ultimos galhos da podridão e mais uma rajada de flechas voava em direção a Venomfang. Algumas ficando presas entre suas escamas e na membrana de sua asa. Um rugido de dor gutural sai da garganta do monstro, que começa a bater as asas para fugir.

A Companhia Aventuresca tinha outros planos em mente. Anthror avança diminuindo a distância entre ele e o dragão, e quando consegue ver o alvo dispara uma rajada de luz. O projétil acerta o dorso do réptil e deixa uma marca luminosa. Torian então foca naquela marca e concentrando todo seu poder libera mais uma rajada. A fumaça roxa serpenteia pelo ar de forma estranha e explode nas costas de Venomfang. O dragão ruge uma ultima vez enquanto tentava subir mas a dor o puxa para o chão.

Ahrah já não se importava se o dragão estava morto. Ainda com suas espadas na mão ele corre para a carcaça e cava seu caminho ate perfurar o coração da besta e assim se assegurar de que ele estava morto.

Selûne mostra o caminho

A comemoração foi enorme. Naquela noite todos comeram beberam e dançaram. Torian agradeceu Sildar e Daran por conseguirem ajuda. Gundren e Nundro já começavam seus contatos para reiniciar a produção da Forja da Magia. Estavam contentes com a situação, apesar do irmão perdido, e em agradecimento dariam a Companhia Aventuresca 10% odo lucro da Forja.

Folkor estava sentado ao lado de Garaele que cuidava de seus ferimentos enquanto Ahrah, ainda com algumas manchas de sangue do dragão, recostava em um canto bebendo e comendo.

Foi quando Toriam se lembrou do pedaço de mapa que havia conseguido com Mormesk. AS perguntas agora inundavam sua cabeça. Por que o mapa estava na Forja da Magia? Por que eram três pedaços? O primeiro pedaço ele havia encontrado em uma biblioteca muitos anos antes e havia guardado por curiosidade. O segundo estava com Anthror e ele disse que era de um de seus antepassados. O bruxo então leva o anão para fora e comparam os três pedaços de mapa. Incrivelmente eles se encaixam e quando são perfeitamente alinhados uma luz prateada cobre as bordas dos pedaços, transformando três partes em uma. Anthror reconhece a magia como sendo anã, e diz que o mapa ainda guarda segredos.Quando iluminado pela luz do luar ele os revelará.

Por sorte já era noite e Selûne estava alta no céu. Quando sua luz atingiu o mapa ele todo brilhou e revelou um pequeno X. Atrás também foi possível ver um poema escrito na lingua anã:

Brilham as águas de Ammarindar
Como as estrelas cadentes despejam
Sobre as portas que ao coração levam
Nuas aos olhos sob o luar

Não se apresse ao caminho encontrar
O pai de todos e a mãe esperam
Os filhos que retornam ao lar

Os salões de Splendarrmornn escondidos
Pelas águas onde as estrelas vêm nadar
Nas profundezas reluz o brilho eterno
Das armas dos filhos de Ammarindar

Para onde o mapa os estava levando?

A politica na região ainda era tensa. Os magos de Thay estavam por perto escavando algo. Iarno seria levado para Neverwinter para ser julgado por seus crimes e a Companhia deveria testemunhar. Além disto Nundro e Gundren precisavam de ajuda com os trabalhos iniciais da mina. Havia ainda o pequeno inconveniente do dragão morto no quintal de Qelline Alderleaf, e do tesouro do próprio dragão que estava escondido em algum lugar.

A Companhia Aventuresca decidiu então se estabelecer provisoriamente nas ruinas da Mansão Tressendar enquanto resolviam estes detalhes. Neste período iriam pesquisar sobre este mapa recém adquirido e estes lugares que o mapa mencionava e se equiparem melhor afinal em pouco tempo teriam a forja da magia em funcionamento.

Estavam ansiosos para sair na próxima aventura porém as obrigações os prendiam ali por algum tempo.

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Caverna Eco das Ondas Parte 6
Onde o inimigo reside

Aranhas, negras e gigantes

27 de Eleint de 1488 CV

Folkor estava ainda inconsciente no chão da caverna enrolado pelas teias da aranha. Ahrah Naïlo, Anthror Trotsk, Torian estavam envoltos em uma escuridão não conseguindo ver nada. O que ouviram depois trouxe mais urgência para a situação. Uma voz grave grita: “Vocês ousam desafiar a mim,o Aranha Negra? Vão minha pequeninas! Devorem estes intrusos”

As aranhas gigantes faziam barulho enquanto se aproximavam. Torian tentou se mover para próximo de Folkor para lhe dar uma poção de cura porém estava próximo a beirada do fosso e acabou caindo. Ahrah toma a iniciativa e corre para perto do gnomo e consegue lhe despejar uma poção de cura garganta a baixo. Folkor recobra a consciência mas ainda está perto de uma aranha gigante.

Anthror parte para a ofensiva e caminha na direção da voz que invocou a magia de escuridão. Quando as sombras mágicas se dissipam ele consegue ver ali na sua frente um drow com mantos negros segurando um cajado de metal com uma aranha esculpida na ponta. O anão empunhando Garra desfere um golpe que abre um corte no peito do drow, pouco antes de levar três misseis mágicos no peito. A visão de Anthror já escurece, seu corpo está latejando de dor, ele esta perdendo a consciência.

A aranha caminha e quando está quase fincando suas quelíceras no gnomo ele, por instinto lança seus misseis mágicos que acabam por matar a aracnídea. Ahrah aproveita a deixa e dispara mais uma flecha para dentro da escuridão e acerta a outra aranha. Resta agora apenas o Aranha negra.

Como perdeu a desvantagem numérica, o drow utiliza mais uma magia e fica invisível. Achando que ele correu de volta para os tuneis Torian corre atrás e se depara com uma bifurcação. Rapidamente o bruxo decide disparar sua rajada mística para o túnel do sul. As chances eram pequenas porém a rajada é desviada por uma barreira luminosa que aparece logo a frente do Aranha negra., agora visível.

Ahrah e Folkor que estavam mais distantes tentam cobrir terreno enquanto Aranha Negra dispara mais uma vez túnel a dentro. Toriam mais uma vez o alcança porém o drow estava preparado e o acerta com mais misseis mágicos. O Bruxo cai no chão inconsciente.

Ahrah vem em disparada mal olhando por onde corre e se concentrando apenas no inimigo a frente. Ele retesa o arco com toda sua força quando consegue ver o drow. Tamanha força que seu braço treme e os nós dos dedos ficam brancos. O impulso da da corrida, a instabilidade do terreno e a raiva por ver seu amigo caído dificultam a mira.

O tiro sai certeiro. Aranha negra não tem tempo de pronunciar uma única palavra. A flecha crava em sua garganta e o corpo cai de joelha gorgolejando sangue. O Drow está morto.

Resgates na mina

Ao final da batalha, Anthror dá uma poção de cura para Torian que acorda assustado. Todos estavam exaustos, sangrando e doloridos. Não tinham força mágica para fazer mais nada. Uma sala próxima parace ser um bom lugar para um abrigo porém a adrenalina da batalha e o fato de terem acordado a menos de 3 horas não os deixa dormir. Ainda assim eles resolvem acampar. Com medo das ameaças da caverna eles decidem passar o dia trancado naquela sala. Ficam conversando, examinando seus itens e preparando uma refeição melhor do que tiveram nos ultimos dois dias.

28 de Eleint de 1488 CV

Ahrah fica próximo a porta atento à qualquer barulho ou movimentação. Anthror começa a fazer suas orações enquanto Folkor faz rituais para identificar os itens encontrados. Torian se senta próximo ao braseiro aceso e começa a escrever em seu livro. Seus olhos ficam brancos e ele aparenta estar em transe. Minutos depois ele para e cai no chão convulsionando. Quando as convulsões param ele apenas se levanta como se nada tivesse acontecido e diz para Anthror que está mais sábio.

A primeira ação do bruxo é começar um ritual no braseiro. Após o termino do ritual surgindo de uma fumaça aparece uma coruja de aparência estranha.8539-48200c.jpg O bruxo agora possui um familiar para auxiliá-lo.

Durante a noite eles ouviram esporadicamente gemidos e sons de correntes. Foram em direção a este som na esperança de ser o ultimo irmão perdido de Gundren e encontraram um antigo templo de Dumathoin onde o chão e as paredes estavam cheios de teias de aranhas. em uma sala ao próxima eles encontraram um anão com machucados por todo o corpo e severamente debilitado. Era de fato Nundro Rockseeker.

Um Dragão os espera lá fora

Explorar o resto da caverna não foi difícil. Tiveram pouca dificuldade em eliminar o restante dos inimigos que não passavam de alguns esqueletos espalhados e algumas estirges atraídas pelo cheiro de sangue das batalhas recentes. Uma ultima vez voltaram até a forja da magia para mostrar o lugar para Nundro. Aproveitaram e passaram pela sala de Mormesk para informar que haviam eliminado todas as ameaças, porém aparentemente ele já sabia pois não apareceu mais. Por ultimo exploraram uma sala mais ao sul da caverna que continha apenas informações e registros das antigas escavações. Restava agora sair e encarar Venomfang.

Discutiram vários planos mas todos eles envolviam em separar o grupo e nunca concordaram com isso. Pensaram em ficar ali escondidos mais algum tempo porém ai Phandalin iria sofrer. Decidiram então que iriam sair juntos e encarar o dragão com tudo o que tinham. Se hoje fosse o ultimo dia da Companhia Aventuresca cairiam lutando.

Saíram e olharam em volta. O céu estava escuro. Selûne estava no ponto mais alto do céu mas as nuvens não deixavam seus raios de luar passar. Não havia nenhuma movimentação próxima. Não havia dragão ali.

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Caverna Eco das Ondas Parte 5
Onde alguém é gravemente ferido

O inimigo se revela

27 de Eleint de 1488 CV

O tempo era curto e a vida de Nundro Rockseeker corria risco. Ele ainda era prisioneiro do Aranha Negra e estava preso em algum lugar da caverna. Após dispensar o espectador que protegia a Forja das Magias e convencer Mormesk, a aparição, de que iriam eliminar todas as ameaças da Caverna Eco das Ondas a Companhia Aventuresca parte para o único caminho viável que restava, já que a alternativa era enfrentar novamente a Caveira Flamejante.

A passagem levava para uma caverna escura e o som das ondas se chocando com a pedra era alto. A caverna era ampla porém o caminho para a próxima passagem era apertado. Caso se descuidassem uma queda de três metros os levariam atá a água que constantemente se chocava com a parede. Porém cautelosos eles passaram e tiveram acesso ao próximo túnel.

Próximo a saída da passagem eles começaram a ouvir vozes de hobgoblins e o bater de picaretas na pedra e pás na terra. Ao se aproximarem cuidadosamente conseguem ver três bugbears limpando os escombros do fundo de um fosso e um elfo negro os comandando.

Ahrah se aproveita das sombras, corre para para a frente de todos e já dispara uma flecha contra um dos oponentes. Sem mais o beneficio da surpresa a luta começa com enormes dardos sendo disparados contra os aventureiros e magias sendo disparados contra a os bugbears e o drow. Com uma serie de ataques sucessivos o drow vai ao chão, voltando a sua aparência normal de Doppelganger. Torian utiliza sua magia para estilhaçar um bugbear e junto a corda que eles utilizaram para descer até o fosso. Sem muito trabalho este grupo é eliminado, mas com certeza qualquer inimigo próximo foi alertado pelo barulho.

De uma passagem ao sul saem mais seis bugbears correndo alertando quem mais tivesse próximo. A luta é tensa, dardos são disparados e acertam os aventureiros. Folkor mesmo distante da batalha leva alguns golpes. Anthror ocupa um inimigo tentando se defender de seus golpes. As flechas de Ahrah voam até os monstros. Com uma certa dificuldade este grupo de bugbears

Rapidamente Torian decide procurar no corpo do Doppleganger qualquer item útil, Folkor vai procurar qualquer coisa nos corpos do bugbear enquanto Anthror vai examinar o que os bugbears escavavam. Torian não tem sorte enquanto o anão consegue recuperar um item em baixo das pedra: Manoplas da Força de Ogro. Já Folkor encontra uma aranha gigante no teto da caverna que cai atacando.

As enormes quelíceras se fincam no abdomem do gnomo que está preso e desacordado Atrás da primeira aranha já vem uma segunda tentando se esconder para um ataque surpresa. Anthror parte para cima da aranha antecipando este ataque, preocupado ainda com o amigo caído. Em um momento de tensão Torian consegue matar a aranha com um de seus golpes e Ahrah finaliza a segunda.

As coisas pareciam tranquilas porém uma terrível escuridão cai sobre eles. Sem conseguir ver nada.

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