Legado do Norte

Minas Perdidas de Phandelver

Onde um aventureiro cai

O bater das ondas longe do mar

26 de Eleint de 1488 CV

A volta a Phandalin foi tranquila. O clima na cidade estava visivelmente mais alegre. As pessoas motivadas trabalhavam em seus afazeres tranquilas agora sem os importunos Marcados-em-Vermelho.

A Companhia Aventuresca foi direto para o salão comunal de Phandalin com Gundren Rockseeker. Precisavam encontrar Sildar Hallwinter e traçar os planos. A companhia também precisava contar sobre o problema com Venomfang. Eles resolveram chamar também Daran, visto que este era um membro da Ordem da Manopla e podia ser de grande ajuda.

Contaram que haviam resgatado Gundren do castelo Cragmaw e matado o líder dos goblins. Contaram que chegaram até o castelo com a ajuda de Reidoth, um druida de Thundertree. E contaram também que em Thundertree tiveram um problema com um dragão.
Venomfang sabia da existência da Caverna Eco das Ondas e queria fazer desta seu novo covil. Caso os aventureiros não lhes dessem a localização da caverna e todos os itens magicos adquiridos ele iria destruir Phandalin.

A estratégia então era se armar e preparar a cidade. Sildar tentaria auxilio com a Aliança dos Lordes bem como Daran tentaria a ajuda da Ordem da Manopla. Durante a conversa Torian mentalmente pergunta a Daran se ele acha que os Zentharin ajudariam ali. Sem resposta o bruxo se mantém em silêncio, pensando em explicar mais tarde.

Após os preparativos a Companhia Aventuresca parte para a Caverna Eco das Ondas, porém no meio do primeiro dia uma sombra passa por suas cabeças.

Vídeo

A entrada da caverna era escura com poucas plantas por perto. Haviam vigas de madeira escorando as paredes empeiradas e mofadas do lugar. Uma leve corrente de ar vinha lá de dentro e junto com ela um característico e leve som de bater de água nas pedras.

Os aventureiros entraram cautelosos, sem projetar nenhuma luz, utilizando apenas suas habilidades naturais de enxergar no escuro. Já na primeira entrância da caverna eles encontram um pequeno acampamento com três colchonetes e mais alguns suprimentos. Próximo ao acampamento abandonado eles encontram o corpo de um anão morto a pouco tempo. Depois de uma pequena investigação eles identificam o anão tendo sido assassinado a golpes de espadas. Anthror acaba reconhecendo os traços de Gundren no anão o que indica que este seja um de seus irmãos.

Do lado oposto do acampamento, ainda dentro deste cômodo na caverna, eles encontram um fosso com seis metros de profundidade. Amarrado em uma estalagmite próxima a descida existe uma corda que leva até o fundo. O fosso é escuro. Anthror toma a frente, joga uma tocha aceza no fundo do buraco para identificar algo e quando não vê perigo começa a descer.

Depois que todos estavam na base da corda eles avistaram duas passagens. Uma levando para a esquerda e outra para a direita. Ahrah utiliza seus conhecimentos e examinando o local identifica que a passagem da esquerda foi mais utilizada. Eles decidem então ir pela direita.

A passagem leva a uma nova sala natural da caverna e nesta câmara são visíveis uma dúzia de esqueletos de orcs e anões que pereceram na batalha muitos anos antes.
Anthror se adianta aproximando cauteloso depois de ter sido alertado por Torian que os esqueletos poderiam se levantar. Porém o perigo ali era outro. Barulhos de pequenas asas são ouvidos quando e o clérigo é cercado por estirges que começam a atacá-lo fincando seus longos bicos em sua carne e lhe causando dor.

Já são quatro estirges presos no anão. Invocando seu poder divino, ele se cura e cria uma armadura divina para se defender. O bruxo envolve seu cajado com as raízes tenebrosas e tenta disparar um raio sobrenatural porém acaba errando.

O elfo se concentra e com seu arco dispara uma flecha acertando em cheio um dos inimigos que se alimentavam do sangue do anão. Porém acaba chamando atenção das criaturas e dois se fincam no corpo do elfo e começando a sugar seu sangue.

Vendo seus amigos sendo atacados e o bando de criaturas ainda voando em volta e tentando devorar todo o grupo, Torian se desculpa com o clérigo, lhe promete que tudo acabará logo. Ele se concentra e bate seu cajado no chão invocando um som alto de estilhaços. O a onda de choque é suficiente para eliminar todos os estirges porém Anthror cai junto. Com rapidez o bruxo derrama uma poção de cura na garganta do seu amigo, o que faz ele acordar.

Eles decidem retornar para o acampamento abandonado na entrada da caverna e lá se recuperarem por um tempo, antes de explorarem mais a caverna. Durante o descanso o bruxo fica atento enquanto o clérigo e o arqueiro cuidam de seus ferimentos e se recuperam. Depois de descansados retornam para a gruta onde foram atacados. A visão não é bonita. Esqueletos de orcs e anões indicam que houve ali uma batalha entre eles anos atrás. Eles não encontram nada mais no lugar. e continuam explorando a caverna.

Restos de uma batalha acontecida há gerações.

Vários tuneis vão em direções opostas. Alguns são entalhados enquanto os outros parecem ser passagens naturais. Eles decidem seguir por um dos tuneis não naturais e se deparam com uma porta. Tentam ouvir alguma coisa através dela e distinguem um som de mordidas e coisas sendo mastigadas. Parecem animais se alimentando. A decisão de ignorar esta porta é feita e eles continuam pelo corredor.

Uma curva do corredor a frente eles conseguem ver mais uma bifurcação. Anthror se aproxima e olha pela quina e acaba chamando a atenção de dois zumbis que estavam ali protegendo outra porta. Não são inimigos problemáticos e são eliminados facilmente.

Examinando esta nova porta eles não encontram nenhuma armadilha e não ouvem nada que lhes chame atenção. Entram e na sala conseguem ver apenas barris quebrados e nada mais. Eles percebem que aquela sala pode ser um bom lugar para se defenderem ou descansarem caso precisem.

Ahrah vai então sozinho já que consegue ser mais discreto que o grupo e encontra uma sala ampla com vários corpos no local. Dentre os corpos é possível distinguir orcs, anões ogros e gnomos. Novamente resquícios da batalha que aconteceu ali há 500 anos. Ele retorna então para o grupo e juntos decidem limpar a sala na qual haviam ouvido sons de animais comendo.

Chegando na porta Ahrah não perde tempo e dá um chute na porta deixando visível várias camas e alguns corpos. Três dos corpos estão em pé se alimentando de restos. Se aproveitando da surpresa o elfo dispara uma flecha certeira que finca no pescoço do carniçal atravessando sua traqueia, não dando tempo para a criatura sequer ver de onde ela veio. Com um segundo ataque, a flecha crava no peito do segundo carniçal que resmunga de dor. Torian toma a frente e dispara seu raio sobrenatural que bate no rosto da criatura deslocando sua mandíbula e fazendo o corpo cair ao chão desta vez inanimado.

O ultimo carniçal corre em direção aos aventureiros e consegue cobrir toda a distância ficando corpo a porto com todos. Ahrah se desespera e tenta dar uma flechada na criatura, porém erra devido a proximidade do inimigo mas era apenas um e Torian e Anthror conseguem finalizá-lo com facilidade.

Comments

bruno_baere hcssilva

I'm sorry, but we no longer support this web browser. Please upgrade your browser or install Chrome or Firefox to enjoy the full functionality of this site.