Legado do Norte

O acampamento Orc

Onde um enorme monstro os espera

Saindo do Poço da Velha Coruja

16 de Eleint de 1488

Voltando pela estrada, antes de chegarem a Conyberry, Torian e Ahrah encontraram seus companheiros vindo em sua direção. Seguiram então em direção ao acampamento dos orcs. A noite já caia e por isso resolveram montar acampamento mata a dentro, para não serem vistos da estrada.

Apesar da tensão por estarem perto do acampamento dos orcs eles conversaram e se distraíram. Torian e Folkor contaram como se conheceram. Torian deu para Folkor o Cajado da Defesa, o cajado cujo antigo dono era Cajado Vítreo, em troca da promessa de proteção sempre que precisasse. O resto da noite passou calma e pela manha se prepararam para invadir o acampamento orc.

O acampamento Orc

17 de Eleint de 1488

Aproximando-se cautelosamente, viram no final da trilha a encosta de uma montanha. Uma caverna era visível e apenas um orc fazia preguiçosamente a vigia da entrada. A magia do bruxo, parecendo um risco de fumaça serpenteando pelo céu acertou o peito da criatura verde, e antes que ele pudesse gritar por ajuda uma flecha estava atravessada em sua garganta.

Continuando sua aproximação cautelosa Torian alterou sua forma para parecer como o inimigo recém tombado, conjurou vinhas que se enrolaram em seu cajado dando a este mais firmeza e um teor magico, e então foi examinar a entrada da caverna. A princípio ele não viu nada mas foi quando decidiu entrar na caverna vagarosamente, com seus amigos atrás vigiando, que as coisas começaram a dar errado.

Um grupo de orc sentava a mesa comendo e quando perceberam a presença do seu falso aliado resolveram gritar algo com ele e penas Ahrah entendeu o que era. O bruxo disfarçado então resolveu sair caminhando da caverna, o que chamou mais a atenção os orcs lá dentro e um deles foi tirar satisfações. Foi quando percebeu que estavam sendo invadidos e soou o alarme.

Um segundo orc, quando ouviu o grito do primeiro, correu em direção aos aventureiros e vendo o pequeno Folkor decidiu que ele era um alvo fácil. Desferindo um golpe quase deixou o mago inconsciente. Vendo esta cena o bruxo lançou seu feitiço, sua fumaça supranatural se chocou contra o orc que acabara de ferir Folkor mas quase não lhe causou dano. Porém foi o suficiente para que Ahrah o finalizasse com mais uma de suas flechas.

Torian e o ranger recuaram, se posicionando na entrada da caverna, enquanto o anão conquistava terreno em uma posição mais defensiva, impedindo que algum inimigo passasse por ele. Mais dois orcs vieram de dentro da caverna e começaram a desferir seus golpes. um deles contra o anão, o outro conseguiu passar pelo anão e agora atacava Ahrah. Folkor dispara então um míssil de fogo fazendo uma pequena explosão no rosto do orc que atacava Ahrah. Sem possibilidade de tomar distância o elfo dispara uma flecha a queima-roupa mas o desespero faz com que ele tensione de mais o arco, arrebentando sua corda.

Anthror continua a luta contra seu oponente, se defendendo e tentando forçar seu oponente ao erro, quando avista de dentro da caverna mais orcs vindo, e ouve um barulho de passos estrondoso que fez sua armadura tilintar. Os orcs avançam em direção a entrada da caverna. Torian, vendo o desespero do elfo agora sem uma arma, joga sua besta com setas no chão e dispara seu estranho raio turbulento em direção a um dos orcs que se aproxima do anão. Seu raio bruxuleando pelo ar parecendo uma serpernte de fumaça preta indo em direção ao seu inimigo, e o acerta em cheio fazendo uma ferida em seu ombro.

O gnomo, ainda com sérios ferimentos, dispara mais um de seus projéteis de fogo, terminando a vida de um dos orcs. Anthror vendo seu aliado com dificuldades solta palavras mágicas que curam Folkor um pouco, aliviando suas dores. Torian então se distancia mais da entrada da caverna enquanto dispara mais de suas rajadas sombrias. Sem possibilidade de fazer o mesmo, pois não teria como atacar, o elfo empurra o orc que estava perto da besta no chão, agarra a arma e se prepara para atacar.

O barulho turbulento de passos fica mais alto e então o responsável por eles aparece na curva da caverna: um ogro. Enorme e sanguinário o ogro avança em direção ao anão que segura com dificuldade um de seus golpes.

Agora enfrentando dois oponentes e mais dois a distância tentando acertá-lo com azagaias, o anão invoca então seus poderes divinos criando um santuário a sua volta, e adotando uma posição defensiva. Desta forma, seus inimigos não conseguirão passar por ele pois o ogro ocupa boa parte da caverna, e o ogro terá dificuldade para acertá-lo graças a sua magia.

O que estava difícil agora se tornava mais ainda. Já tendo derrubado três orcs, a Companhia Aventuresca ainda precisava dar cabo de mais quarto orcs e um ogro, que estava em cima do anão, impossibilitando-o de atacar. Uma atitude ofensiva faria sua magia terminar e assim o anão sabia que sofreria com os ataques do ogro.

Folkor, não se deixando intimidar pelo tamanho do inimigo, dispara contra o orc que atacava Ahrah, terminando assim sua vida. Torian inicia uma rajada contra o ogro porém a energia de alguma forma se distorce fazendo com que seu cajado trinque como vidro mantendo sua forma apenas por causa da magia que o reforçava. Ahrah agora mais confiante com sua nova arma dispara contra o orc, acertando uma seta que entra em seu olho, fazendo com que o orc desmorone como boneco no chão.

Os três orcs restantes recuam porém o ogro continua desferindo golpes contra o anão, que invoca uma arma divina flutuante, azagaias dos orcs voam em direção a seus aliados, já que também não conseguiam atacar Anthror graças a sua magia.

Mais um míssil de fogo sai em disparada sendo conjurado por Folkor e acerta um orc. O bruxo mira então o ogro vendo este como um alvo maior e dispara sua fumaça sombria. Sua magia acerta o obro em sua barriga gordurosa tendo pouco efeito e deixando um leve hematoma. Este hematoma foi o necessário para Ahrah identificar uma área sensível, disparando sua arma a seta encontra o alvo e rompe alguma veia, fazendo sangue jorrar de sua ferida.

A arma flutuante do anão continua seu ataque contra um dos orcs e deixando sua magia de proteção se desfazer desfere golpes contra o ogro que revida com o peso de seu tacape fazendo o anão fraquejar. Mais azagaias passam voando em direção a Ahrah e Folkor. O mago então dispara outro míssil de fogo, que desta vez explode com uma força maior e joga o cadáver do orc no chão. Mais uma rajada do bruxo acerta o ogro que aparenta mal sentir o golpe porém uma seta do ranger é o suficiente para derrubar de vez o enorme oponente.

Um orc, se aproveitando da fraqueza do anão, desfere um golpe com sua espada derrubando assim Anthror no chão, inconsciente. Vendo o ogro sem vida e o anão deitado indefeso, o segundo orc coloca a espada em seu pescoço e ameaça terminar sua vida caso a luta não termine.

Torian então faz algo que surpreende a todos. Ele sabe que caso ataque um orc o outro irá matar seu aliado e sabe que Ahrah, por causa de seu rancor contra orcs, nunca iria deixar algum vivo. A luta deveria acabar agora. O bruxo porém não poderia se dar ao luxo de errar. Ele corre então em direção aos orcs, saltando por cima do anão, porém não disfere um único ataque. Ao contrário, ele passa por entre os orcs que não podem deixar de tentar acertá-lo. Um dos orcs erra porém o segundo o corta com sua espada.

Até agora tudo ia conforme o plano de Torian. Sentindo a dor da ferida em suas costas ele canaliza a dor em uma energia crepitante, aponta o dedo em direção ao orc que o atacou e segurava o anão e libera a energia. O orc então entra em combustão e queima por alguns segundos até que seu corpo chamuscado cai por terra.

Vendo um orc morto e o outro distraído, Ahrah corre em direção ao inimigo, agacha para uma melhor estabilidade e deslizando na terra dispara. A flecha voa cortando o ar e se encontra com a frente da garganta do orc, trespassando seu pescoço e aparecendo pela sua nuca. O orc treme por alguns segundos enquanto sua vida se esvai.

Agora fora de risco o grupo se reúne e reanima o companheiro caído. Eles resolvem montar acampamento por ali, que parece um local seguro agora que dos orcs resta apenas o cheiro.

Enquanto Anthror descansa, Folkor e Ahrah vasculham os pertences da caverna e Torian começa a arrancar as cabeças dos orcs e se lamentava pelo subterfugio não ter funcionado. Poderia ter sido uma batalha mais fácil se a surpresa estivesse do lado deles. Uma ideia começava a se formular na cabeça do bruxo.

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bruno_baere hcssilva

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